sexta-feira, 5 de agosto de 2011

Revolução Digital

No dia 16 de dezembro de 1947, nasceu a revolução digital. Foi em Murray Hill, estado de New Jersey, EUA, quando dois cientistas do renomado Bell Laboratories construíram um estranho dispositivo com alguns contatos de ouro, um pequeno pedaço de material semicondutor e um clipe de metal dobrado. A invenção era capaz de amplificar uma corrente elétrica ou ainda ligá-la e desligá-la, como um interruptor. Nascia assim o transistor.
Sem perceber, nossas vidas foram moldadas por esse estranho dispositivo que a maioria de nós nem sabe como funciona. Mais ainda, hoje, milhões de transistores podem ser construídos minuciosamente em pequeninas placas de silício. São os circuitos integrados, ou microchips. Nos microchips, toda a informação e entretenimento do mundo podem ser armazenados em formato digital, processados e enviados a qualquer canto deste planeta interconectado. Mas nem sempre as coisas foram assim…

A velocidade das transformações
    Por milhares de anos, os homens pré-históricos viveram da caça de animais selvagens e da coleta de plantas e frutas fornecidas pela Natureza. Não eram tempos fáceis e cada refeição se transformava numa grande empreitada atrás de alimento. A troca de experiências (isto é, a velocidade de propagação de conhecimentos) entre os diversos indivíduos ou entre grupos distintos era incrivelmente lenta. Uma grande transformação veio mudar esse panorama pré-histórico: a revolução agrícola. As mudanças resultantes desse processo foram profundas, e dentre elas a domesticação de animais teve um significado essencialmente importante: o deslocamento humano por longas distâncias foi enormemente facilitado. A velocidade de propagação de conhecimentos começava a se acelerar.
    Muitos milhares de anos depois, uma nova revolução, iniciada em algumas poderosas nações da época, assolou o mundo: a revolução industrial. O advento das máquinas a vapor e um pouco mais tarde dos trens e em seguida dos automóveis consolidaram o domínio dos homens sobre as máquinas. Um pouco mais tarde, desvendado o eletromagnetismo, a velocidade de propagação de informações atingiu níveis impressionantes, graças, sobretudo, ao telégrafo e ao telefone.
    Mais recentemente, o surgimento de computadores pessoais relativamente baratos e de redes de comunicação globais como a Internet colocam a humanidade frente a uma nova onda de transformações. As luzes que se acendem são de uma era em que bits valem mais que átomos e que bens materiais não são mais garantia de poder e riqueza. Hoje, expressões como “tempo real” e “sob demanda” nos dão idéia de quão rápido corre a informação através dos canais de comunicação que envolvem o globo.
    Depois da revolução agrícola e da revolução industrial, o homem vive a revolução do conhecimento. Não há atividade humana que resista a esse período de transição; o impacto das redes de computadores, da microeletrônica, da nanotecnologia, das telecomunicações é total, pode ser sentido no trabalho, na educação, no entretenimento, nas artes. O homem, inabalável, segue como parte integrante e atuante neste cenário de singularidade e de intensas mudanças tecnológicas. A sociedade é agora “pós-industrial” e vive-se o que é chamado de “era da informação”.
    O microchip marcou -- assim como a máquina a vapor, a eletricidade e a linha de montagem em outros tempos -- um avanço singular no desenvolvimento tecnológico da humanidade. Na nova economia, sai a linha de produção, os carros, o aço, a produção em massa, o marketing de massa e a mídia de massa que distribuíam seus produtos provenientes de grandes indústrias, estúdios e editoras. Entram os websites, rápidos como a luz numa fibra óptica, provendo conteúdo especializado e customizável, milhares deles, a poucos cliques do mouse de distância. É a informação em estado puro, na forma de bits -- intangível, inodoro, incolor, invisível, mas mensurável (não em volts, mas em milhões de dólares!).

fonte:
The Information Society Journal
http://www.slis.indiana.edu/TIS/
The Mind, Culture, and Activity Homepage
http://communication.ucsd.edu/MCA/index.html

Information Technology an People Journal
http://www.mcb.co.uk/cgi-bin/journal1/itp

Journal of Computer Mediated Communication
http://www.ascusc.org/jcmc/

Phil Agre’s Home Page
http://dlis.gseis.ucla.edu/people/pagre/

Discussões sobre a revolução digital e a sociedade do conhecimento
http://www.ime.usp.br/~is/ddt/mac333/

A Infoera: O Imenso Desafio do Futuro
http://www.lsi.usp.br/~infoera/




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